quinta-feira, 26 de maio de 2016

A solenidade de Corpus Christi

Procissões que põem em evidência o itinerário do Redentor do mundo no tempo


A solenidade de Corpus Christi nos convida a meditar o caminho de Cristo através da história, uma história escrita desde as origens por Deus e pelo homem. A Eucaristia, sacramento da morte e ressurreição do Senhor, constitui o centro deste itinerário espiritual.

“O mistério da santíssima eucaristia, instituída pelo sumo sacerdote Jesus Cristo, é como o centro da religião cristã.” (Encíclica Mediator Dei, Pio XII, número 59).

“O divino Redentor repete incessantemente o seu insistente convite: ‘Permanecei em mim’ por meio do sacramento da eucaristia, Cristo fica em nós e nós ficamos em Cristo; e como Cristo, permanecendo em nós, vive e opera, assim é necessário que nós, permanecendo em Cristo, por ele vivamos e operemos.” (Encíclica Mediator Dei, Pio XII, número 114).

Há sete séculos a Igreja sentiu a necessidade de estipular uma festa na qual fosse possível expressar de maneira intensa a alegria pela instituição da Eucaristia. Surgiu assim, a solenidade de “Corpus Christi”, caracterizada por grandes procissões, que põem em evidência o itinerário do Redentor do mundo no tempo.

“O sacramento da eucaristia ao mesmo tempo que é viva e admirável imagem da unidade da Igreja” (Encíclica Mystici Corporis, Pio XII, número 82)

A procissão evoca com eloquência o caminho de Cristo solidário com a história dos homens. É o próprio Jesus que caminha conosco, sustentando a nossa esperança.

“Tão sublime Sacramento, adoremos neste altar
Pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar
Venha a Fé, por suplemento, os sentidos completar
Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador
Ao Espírito exaltemos, na Trindade Eterno Amor
Ao Deus Uno e Trino demos a alegria do louvor
Amém!”


Fonte: Aleteia

terça-feira, 24 de maio de 2016

O sacramento do matrimônio


O homem novo têm um novo horizonte de vida: a eternidade. Por isso, aquele sacramento primordial, que é o matrimônio, ganha um novo sentido, passando a expressar, no mundo presente, aquela comunhão definitiva que experimentaremos em Deus. Mas essa comunhão é como que as núpcias de Jesus com a Igreja (Ap 21). O amor conjugal agora olha para Jesus, de quem recebe as graças, mas também de quem recebe o exemplo do que é amar: dar-se totalmente. (Ef 5, 21-33).

Esta é a fecundidade do amor cristão. Não apenas um gerar filhos de pais humanos, mas um gerar filhos para Deus. O amor cristão que, pelo sacramento do matrimônio, recebe uma nova dimensão, está em Cristo e a sua fecundidade, ao mesmo tempo que continua a ser a plenitude da comunhão entre o pai e a mãe, é também a expressão da fecundidade do amor divino que nos prepara uma nova morada onde viveremos em plena comunhão com Ele.

É verdade que esta plenitude nos é prometida para começar a ser gozada já, mas também é certo que passa pela cruz. Não experimentamos a plenitude se não nos dermos totalmente. Esse dom de nós deverá ser radical, como foi em Jesus. Ele disse-nos para O seguirmos pegando na cruz. Se aceitamos a Sua verdade não podemos por limites ou tentarmos com ideias mundanas equilibrar a cruz para não ser um risco demasiado elevado. Nos nossos tempos isto ganha uma urgência especial. A ideia de que a ciência nos torna capazes de dominar tudo e, por isso, torna obsoleta a necessidade de pegar na cruz, está a iludir todos, mesmos os cristãos. É assim que o sexo passa a ser uma coisa que se usa e que a ciência se encarrega de controlar, e é assim que a união entre marido e mulher deixa de ser expressão de uma entrega total e confiante, responsável e não instintiva, para passar a ser vulnerável ao egoísmo e à concupiscência. Quando se recusam as graças de Deus e se prefere agir sem fazer caso à dependência original do homem, quando o homem se considera critério absoluto a partir de uma noção de razão que se arvora em medida de todas as coisas, quando se cede ao hedonismo que só busca o efêmero, a decadência é evidente e dessa maneira nunca haverá verdadeira e estável felicidade. Podemos, agora, evitar os filhos ou fazer filhos em laboratórios, mas, em causa, fica a experiência de uma comunhão fecunda que é a imagem e semelhança de Deus e que é o verdadeiro caminho para que a pessoa humana se realize plenamente.


O Papa Bento XVI disse, no início do seu ministério petrino, para não desconfiarmos de Jesus Cristo. Jesus não nos tira nada da vida mas da-lhe plenitude. A teologia do corpo é isso que nos vem ensinar. Há uma maneira de se viver plenamente como homens, há uma maneira de se ser família que corresponde à verdade humana. Não nos deixemos enganar pela aparente capacidade humana de dominar, porque essa deixará sempre de lado algo que os homens só têm quando se submetem ao Criador e procuram seguir o Seu plano.

Quer saber mais sobre a Teologia do Corpo? Participe de nosso retiro "Criados pelo Amor, redimidos para amar".

Data: 01 a 03 de Julho de 2016
Local: Casa de retiros Domus Mariae

Valor: R$ 130,00 no cartão de débito ou crédito
R$ 120,00 no dinheiro ou transferência bancária

Inscrições pelo link: 
http://goo.gl/forms/XzZWnBvjzp 

Informações: 9390-9700

O Mistério Eucarístico


"Eis aqui o tesouro da Igreja, o coração do mundo, o penhor da meta pela qual, mesmo inconscientemente, suspira todo o homem." (São João Paulo II)
Durante todas as Sextas-feiras do mês de Junho, teremos uma série de formações sobre Liturgia e Eucaristia. A primeira formação tem por tema: "Como haurir os tesouros da Eucaristia no contexto da sociedade contemporânea"
Data: 03/06/2016
Horário: 20h às 22h
Local: Comunidade Gratidão: SMT, conjunto 12, casa 03 - Taguatinga
Palestrante: Diácono Caio Biacchi
Valor do Módulo I: R$10,00

Inscrições pelo link: http://goo.gl/forms/X2ta5GfzxorYi2hQ2
Se você desejar se inscrever já agora para os 4 módulos de formação, pode acessar o link http://goo.gl/forms/zxGyx0StBk 
Neste caso, o valor promocional é de R$30,00.

Seja eu quem for, sou a ti manifesto, Senhor


            Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga. Esta é a minha esperança e por isso falo. Nesta esperança, alegro-me quando sensatamente me alegro. Tudo o mais nesta vida tanto menos merece ser chorado quanto mais é chorado, e tanto mais seria de chorar quanto menos é chorado. Eis que amas a verdade, pois quem a faz, chega-se à luz. Quero fazê-la no meu coração, diante de ti, em confissão, com minha pena, diante de muitas testemunhas.
            A ti, Senhor, a cujos olhos está a nu o abismo da consciência humana, que haveria de oculto em mim, mesmo que não quisesse confessá-lo a ti? Eu te esconderia a mim mesmo, e nunca a mim diante de ti. Agora, porém, quando os meus gemidos testemunham que eu me desagrado de mim mesmo, enquanto tu refulges e agradas, és amado e desejado, que eu me envergonhe de mim mesmo, rejeite-me e te escolha! Nem a ti nem a mim seja eu agradável, anão ser por ti.
            Seja eu quem for, sou a ti manifesto e declarei com que proveito o fiz. Não o faço por palavras e vozes corporais, mas com palavras da alma e clamor do pensamento. A tudo o teu ouvido escuta. Quando sou mau, confessá-lo a ti nada mais é do que não o atribuir a mim. Quando sou bom, confessá-lo a ti nada mais é do que não o atribuir a mim. Porque tu, Senhor, abençoas o justo, antes, porém, o justificas quando ímpio. Na verdade minha confissão, ó meu Deus, faz-se diante de ti em silêncio e não em silêncio porque cala-se o ruído, clama o afeto.
            Tu me julgas, Senhor, porque nenhum dos homens conhece o que há no homem a não ser o espírito do homem que nele está. Há, contudo, no homem algo que nem o próprio espírito do homem, que nele está, conhece. Tu, porém, Senhor, conheces tudo dele, pois tu o fizeste. Eu, na verdade, embora diante de ti me despreze e me considere pó e cinza, conheço algo de ti que ignoro de mim.
            É certo que agora vemos como em espelho e obscuramente, ainda não face a face. Por isto enquanto eu peregrino longe de ti, estou mais presente a mim do que a ti e, no entanto, sei que és totalmente impenetrável, ao passo que ignoro a que tentações posso ou não resistir. Mas aí está a esperança, porque és fiel e não permites sermos tentados acima de nossas forças e dás, com a tentação, a força para suportá-la.
            Confessarei aquilo que de mim conheço, confessarei o que desconheço. Porque o que sei de mim, por tua luz o sei; e o que de mim não sei, continuarei a ignorá-lo até que minhas trevas se mudem em meio-dia diante de tua face.

Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 10,1,1-2,2;5.7: CCL 27,155.158 Séc.V)



quinta-feira, 19 de maio de 2016

Caminhos para entrar na vida eterna



Quereis que vos indique os caminhos da conversão? São numerosos, variados e diferentes, mas todos conduzem ao céu. O primeiro caminho da conversão é a condenação das nossas faltas. «Aviva a tua memória, entremos em juízo; fala para te justificares!» (Is 43,26). É por isso que o profeta observava: «Eu disse: "Confessarei os meus erros ao Senhor"; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado» (Sl 31,5). Condena pois, tu próprio, as faltas que cometeste, e tal será suficiente para que o Senhor te atenda. Com efeito, aquele que condena as suas faltas tem a vantagem de recear tornar a cair nelas. [...] 

Há um segundo caminho, não inferior ao referido, que é o de não guardar rancor aos nossos inimigos e dominar a cólera para perdoar as ofensas dos nossos companheiros, porque assim obteremos o perdão das que nós cometemos contra o Mestre; é a segunda maneira de obter a purificação das nossas faltas, «porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós» (Mt 6,14). 

Queres conhecer o terceiro caminho da conversão? É a oração fervorosa e perseverante que fizeres do fundo do coração. [...] O quarto caminho é a esmola, que tem uma força considerável e indizível. [...] Em seguida, a modéstia e a humildade não são meios inferiores para destruir os pecados pela raiz; temos como prova disso o publicano, que não podia proclamar boas acções, mas as substituiu pela oferta da sua humildade, entregando assim o pesado fardo das suas faltas (Lc 18,9s). 

Acabamos de indicar cinco caminhos de conversão. [...] Não fiques pois inativo, mas em cada dia utiliza todos estes caminhos. São caminhos fáceis, e não podes apresentar a tua miséria como desculpa para os não percorreres.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

A grandeza na Liturgia aponta para a Beleza de Deus

Os sinais externos da sagrada Liturgia não são um insulto à pobreza material dos filhos da Igreja, mas um incentivo à piedade dos fiéis


O venerável Papa Pio XII, em sua encíclica sobre a sagrada Liturgia, explicava que "todo o conjunto do culto que a Igreja rende a Deus deve ser interno e externo". Esta realidade decorre da própria constituição humana, ao mesmo tempo física e espiritual, e da vontade do Senhor, que "dispõe que pelo conhecimento das coisas visíveis sejamos atraídos ao amor das invisíveis" [1].
Este ensinamento explica porque os atos litúrgicos da Igreja sempre foram realizados em templos majestosos, com materiais tão nobres e paramentos trabalhados com inúmeros detalhes. Assim é, não porque a Igreja esteja apegada aos bens materiais ou preocupada em entesourar riquezas, mas porque ao Senhor deve ser oferecido sempre o melhor e o mais belo.
Assim pensava São Francisco, o poverello de Assis. Ele passou toda a sua vida como um pobre entre os pobres, mas, quando falava de Jesus eucarístico, condenava o desprezo e o pouco caso com que muitos celebravam os santos mistérios. Em uma carta aos sacerdotes, Francisco pedia a eles que considerassem dentro de si "como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado" muitas vezes nosso Senhor. E insistia: "Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente ordenado"[2].
Na França do século XIX, os lojistas comentavam entre si: "No campo há um pároco magro e mal arranjado, com ares de não ter um centavo no bolso, mas que compra para sua igreja tudo o que há de melhor" [3]. Era São João Maria Vianney, que vivia em pobreza extrema, mas não hesitava em ornar a casa de Deus com o mais nobre e o mais digno. Em 1820, escreveu ao prefeito de Ars: "Desejaria que a entrada da igreja fosse mais atraente. Isso é absolutamente necessário. Se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência das entradas, com maior razão as das igrejas devem ser suntuosas" [4].
Toda esta preocupação do Cura d'Ars mostrava um verdadeiro amor a Deus e às almas. Ele encheu a igreja de sua cidade com belíssimas imagens e pinturas, porque, dizia ele, "não raro as imagens nos abalam tão fortemente como as próprias coisas que representam" [5]. O santo francês compreendia mais do que ninguém como não só era possível, mas também salutar, que o material e o terreno apontassem para as realidades celestes.
No entender do cardeal Giovanni Bona, um monge cisterciense do século XVII,
"Se bem que, com efeito, as cerimônias, em si mesmas, não contenham nenhuma perfeição e santidade, são todavia atos externos de religião que, como sinais, estimulam a alma à veneração das coisas sagradas, elevam a mente à realidade sobrenatural, nutrem a piedade, fomentam a caridade, aumentam a fé, robustecem a devoção, instruem os simples, ornam o culto de Deus, conservam a religião e distinguem os verdadeiros dos falsos cristãos e dos heterodoxos." [6]
Percebe-se, deste modo, como pondera mal quem diz que a beleza das igrejas do Vaticano e o esplendor dos vasos e ornamentos sagrados deveriam ser renunciados, como se, com isto, a Igreja estivesse se exibindo indevidamente ou ofendendo os mais pobres.
Quem pensa desta forma ainda não compreendeu o que é verdadeiramente a Liturgia e qual é o seu verdadeiro tesouro. Não entendeu que até os sinais externos das ações litúrgicas, manifestados especialmente na Santa Missa, devem indicar Aquele que é a Beleza. E não pense que, persistindo nesta mentalidade, diverge em um ponto pouco importante da fé da Igreja. Nunca é tarde para recordar o anátema do Concílio de Trento: "Se alguém disser que as cerimônias, as vestimentas e os sinais externos de que a Igreja Católica usa na celebração da Missa são mais incentivos de impiedade do que sinais de piedade — seja anátema" [7].

O Mistério Eucarístico


"Eis aqui o tesouro da Igreja, o coração do mundo, o penhor da meta pela qual, mesmo inconscientemente, suspira todo o homem." (São João Paulo II)
Durante o mês de Junho, você é nosso convidado a participar de uma série de formações sobre Liturgia e Eucaristia.
Data: Às Sextas-feiras: 03/06, 10/06, 17/06 e 24/06
Horário: 20h às 22h
Local: Comunidade Gratidão: SMT, conjunto 12, casa 03 - Taguatinga
A participação nos 4 módulos tem um valor de R$30,00 e as inscrições já podem ser feitas pelo link: http://goo.gl/forms/zxGyx0StBk
Inscrições para os módulos individuais serão abertas posteriormente.
Esperamos por você!
Deus abençoe!