sexta-feira, 10 de junho de 2016

Criados pelo Amor


"O corpo humano em si é uma capela especial – um “templo do Espírito Santo”. O divino Arquiteto desenhou nossos corpos masculino e feminino (tanto externa quanto internamente) para proclamar o mistério de Cristo e sua união vivificante com a Igreja. Por fim, quer compreendamos isso ou não, é este o porquê de sermos todos atraídos para o corpo humano – porque somos profundamente mexidos pelo mistério da sua beleza masculina ou feminina, e porque todos nós ansiamos por intimidade e comunhão. O pecado embaçou nossa visão. Nós estamos disléxicos e às vezes até iletrados no que se refere a ler esta “linguagem”. Nós até mesmo tendemos a dessacralizar este templo sagrado devido à nossa cegueira. De algum modo, cada um de nós é o homem cego do Evangelho que deve gritar “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim! Eu quero ver!”. A TdC de JPII é como um par de óculos de leitura que traz a foco o Verbo proclamado pelo corpo. Com estes óculos, nós somos capazes de ver o corpo como ele é – uma proclamação do “grande mistério” de Cristo e da Igreja e um ícone da vida interior da Trindade."

Christopher West

Quer saber mais sobre a Teologia do Corpo? Participe de nosso retiro "Criados pelo Amor, redimidos para amar".

Data: 01 a 03 de Julho de 2016
Local: Casa de retiros Domus Mariae
Valor: R$ 130,00 no cartão de débito ou crédito
R$ 120,00 no dinheiro ou transferência bancária

Inscrições pelo link: 
http://goo.gl/forms/XzZWnBvjzp 

Informações: 9390-9700

Liturgia: Fonte e Meta da vida cristã


É hoje, às 20h, em nossa Casa Missionária!
Não Perca!

"A Liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força" (Sacrosanctum Concilium)


Nessa sexta teremos um encontro de formação sobre o mistério eucarístico. Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, explanará sobre o tema Liturgia: fonte e meta da vida cristã.

Venha encontrar a beleza da liturgia!

Informações:
Dia: 10 de junho
Horário: 20h
Local: Comunidade Católica Gratidão - SMT Conjunto 12 Casa 03 - Taguatinga
Palestrante: Dom José Aparecido
Valor: R$10,00
Inscrições pelo link: goo.gl/xg2FXz

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Devemos conhecer o amor supereminente da ciência de Cristo


           Parece-me que a intenção de Nosso Senhor ao manifestar tão grande desejo de que o seu Sagrado Coração seja especialmente venerado, é renovar nas almas os efeitos da sua redenção. Na verdade, o Sagrado Coração é uma fonte inesgotável que não pretende senão comunicar-se aos corações humildes, para que, mais livres e disponíveis, orientem a sua vida na entrega total à sua vontade.

           Deste divino Coração brotam sem cessar três canais de graça. O primeiro é o da misericórdia para com os pecadores, sobre os quais infunde o espírito de contrição e de penitência. O segundo é o da caridade, para auxílio de quantos padecem tribulações e em especial dos que aspiram à perfeição, a fim de que superem todas as dificuldades. O terceiro é de amor e luz para os seus amigos perfeitos que deseja unir a Si para torná-los participantes da sua ciência e dos seus desígnios, a fim de que eles se consagrem inteiramente a promover a sua glória, cada um à sua maneira.

          Este divino Coração é um abismo que encerra todos os bens e é preciso que os pobres Lhe confiem todas as suas necessidades. É abismo de alegria em que devem ficar submersas todas as nossas tristezas; é abismo de humildade contra o nosso orgulho; é abismo de misericórdia para os infelizes; é abismo de amor para saciar toda a nossa pobreza.

          Uni-vos intimamente, em tudo o que fizerdes, ao Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, para fazerdes vossas as suas disposições e a sua satisfação. Por exemplo: não adiantais nada na oração? Contentai-vos com oferecer a Deus as preces que o divino Salvador eleva por nós no Sacramento do altar, oferecendo o seu fervor em reparação da vossa tibieza; e dizei em cada uma das vossas ações: «Meu Deus, faço isto ou sofro aquilo em união com o Sagrado Coração de vosso Filho e segundo as suas intenções; eu Vo-lo ofereço em reparação de todo o mal ou imperfeição das minhas obras». E de modo semelhante em todas as circunstâncias da vida. E sempre que vos sobrevém qualquer sofrimento, angústia ou mortificação, dizei no vosso interior: «Recebe o que o Sagrado Coração de Jesus te envia para te unir a Ele».

         Acima de tudo, porém, conservai a paz de coração, que supera todos os tesouros. E o melhor meio de a conservar é renunciar à própria vontade e colocar a vontade do divino Coração em vez da nossa, para a deixar escolher por nós aquilo que mais pode contribuir para a sua glória."

Das cartas de Santa Margarida Maria Alacoque, virgem


terça-feira, 31 de maio de 2016

Dar-se exclusivamente a Deus


O chamado à santidade é universal e todos os que são batizados devem buscar a perfeição.  Porém, o Espírito Santo concede a alguns um dom específico, uma missão profética de consagrado, ou seja, de fazer um voto com Deus de dedicação e entrega, na qual se oferece em sacrifício de amor o dom total da sua vida com obrigatória observância dos votos de pobreza, obediência e castidade. Nisto se encontra a perfeição da caridade. Importante destacar, segundo São Tomás de Aquino (questão 186, Suma Teológica), tal estado se alcança na vida religiosa ou no episcopado.

Após o Concílio Ecumênico Vaticano II, apareceram novas ou renovadas formas de vida consagrada que nascidas de novos estímulos espirituais e apostólicos são submetidas a análise pela autoridade da Igreja de sua vitalidade com consequente espera de reconhecimento oficial pela Sé Apostólica, a única a quem compete o juízo definitivo. Estas novas formas de vida consagrada, que se vêm juntar às antigas, testemunham a constante atração que a doação total ao Senhor, o ideal da comunidade apostólica, os carismas de fundação continuam a exercer mesmo sobre a geração atual, e são sinal também da complementaridade dos dons do Espírito Santo. Nisto observa-se continuação da unidade com as antigas formas de vida consagrada, graças ao chamamento sempre idêntico a seguir, na busca da perfeita caridade, Jesus virgem, pobre e obediente.

Inicialmente, imitar Cristo, chamado característico da vida consagrada, é segui-Lo mais de perto e fazer d'Ele "o tudo" da sua existência. Na sua vocação, portanto, está incluído o dever de se dedicar totalmente à missão que antes de ser caracterizada pelas obras externas, define-se pelo tornar presente o próprio Cristo no mundo, através do testemunho pessoal. Este é o desafio, a tarefa primária da vida consagrada! Quanto mais se deixa conformar com Cristo, tanto mais O torna presente no mundo e operante para a salvação dos homens.

Ainda, pode-se afirmar que a pessoa consagrada está em missão por força da sua própria consagração, testemunhada segundo o projeto do respectivo Instituto. Quando o carisma de fundação prevê atividades pastorais, o testemunho de vida agregado às obras de apostolado e promoção humana são igualmente necessários: ambos representam Cristo, que é simultaneamente o consagrado à glória do Pai e o enviado ao mundo para a salvação dos irmãos. Além disso, outro elemento que participa na missão de Cristo é a vida fraterna em comunidade, isto indica que a consagração será tanto mais apostólica quanto mais íntima for a sua dedicação ao Senhor Jesus, quanto mais fraterna for a sua forma comunitária de existência e quanto mais ardoroso for o seu empenho na missão específica do Instituto.


Enfim, a vida consagrada deve ser uma fábrica de santidade, cujos produtos devem ser santos no meio do mundo em que cada carisma busque um tríplice encaminhamento: primeiro, encaminhamento para o Pai no desejo de procurar filialmente a sua vontade através de um processo contínuo de conversão, no qual a obediência é fonte de verdadeira liberdade, a castidade exprime a tensão de um coração insatisfeito com todo o amor finito, a pobreza alimenta aquela fome e sede de justiça que Deus prometeu saciar (cf. Mt 5,6). Também, um encaminhamento para o Filho, com quem induzem a cultivar uma íntima e feliz comunhão de vida, na escola do seu serviço generoso a Deus e aos irmãos. E terceiro com igualdade de importância, um encaminhamento para o Espírito Santo, enquanto dispõe a pessoa a deixar-se guiar e sustentar por Ele, tanto no próprio caminho espiritual como na vida de comunhão e na ação apostólica, para viver naquela atitude de serviço que deve inspirar toda a opção de um autêntico cristão.

Comunidade Católica Gratidão

Maria engrandece o Senhor que age nela



Das Homilias de São Beda, o Venerável, presbítero

(Lib. 1,4: CCL 122,25-26.30)                (Séc.VIII)

Maria engrandece o Senhor que age nela

            Minha alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador (Lc 1,46). Com estas palavras, Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons que lhe foram especialmente concedidos; em seguida, enumera os benefícios universais com que Deus favorece continuamente o gênero humano.

            Engrandece o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida interior ao louvor e ao serviço de Deus; e, pela observância dos mandamentos, revela pensar sempre no poder da majestade divina. Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas na lembrança de seu Criador, de quem espera a salvação eterna.

            Embora estas palavras se apliquem a todas as almas santas, adquirem contudo a mais plena ressonância ao serem proferidas pela santa Mãe de Deus. Ela, por singular privilégio, amava com perfeito amor espiritual aquele cuja concepção corporal em seu seio era a causa de sua alegria.

            Com toda razão pôde ela exultar em Jesus, seu Salvador, com júbilo singular, mais do que todos os outros santos, porque sabia que o autor da salvação eterna havia de nascer de sua carne por um nascimento temporal; e sendo uma só e mesma pessoa, havia de ser ao mesmo tempo seu Filho e seu Senhor.

            O Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome! (Lc 1,49). Maria nada atribui a seus méritos, mas reconhece toda a sua grandeza como dom daquele que, sendo por essência poderoso e grande, costuma transformar os seus fiéis,pequenos e fracos, em fortes e grandes.

            Logo acrescentou: E santo é o seu nome! Exorta assim os que a ouviam, ou melhor, ensinava a todos os que viessem a conhecer suas palavras, que pela fé em Deus e pela invocação do seu nome também eles poderiam participar da santidade divina e da verdadeira salvação. É o que diz o Profeta: Então, todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo (Jl 3,5). É precisamente este o nome a que Maria se refere ao dizer: Exulta meu espírito em Deus, meu Salvador.

            Por isso, se introduziu na liturgia da santa Igreja o costume belo e salutar, de cantarem todos, diariamente, este hino na salmodia vespertina. Assim, que o espírito dos fiéis, recordando frequentemente o mistério da encarnação do Senhor, se entregue com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirme na verdadeira santidade. E pareceu muito oportuno que isto se fizesse na hora das Vésperas, para que nossa mente fatigada e distraída ao longo do dia por pensamentos diversos, encontre o recolhimento e a paz de espírito ao aproximar-se o tempo do repouso.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A solenidade de Corpus Christi

Procissões que põem em evidência o itinerário do Redentor do mundo no tempo


A solenidade de Corpus Christi nos convida a meditar o caminho de Cristo através da história, uma história escrita desde as origens por Deus e pelo homem. A Eucaristia, sacramento da morte e ressurreição do Senhor, constitui o centro deste itinerário espiritual.

“O mistério da santíssima eucaristia, instituída pelo sumo sacerdote Jesus Cristo, é como o centro da religião cristã.” (Encíclica Mediator Dei, Pio XII, número 59).

“O divino Redentor repete incessantemente o seu insistente convite: ‘Permanecei em mim’ por meio do sacramento da eucaristia, Cristo fica em nós e nós ficamos em Cristo; e como Cristo, permanecendo em nós, vive e opera, assim é necessário que nós, permanecendo em Cristo, por ele vivamos e operemos.” (Encíclica Mediator Dei, Pio XII, número 114).

Há sete séculos a Igreja sentiu a necessidade de estipular uma festa na qual fosse possível expressar de maneira intensa a alegria pela instituição da Eucaristia. Surgiu assim, a solenidade de “Corpus Christi”, caracterizada por grandes procissões, que põem em evidência o itinerário do Redentor do mundo no tempo.

“O sacramento da eucaristia ao mesmo tempo que é viva e admirável imagem da unidade da Igreja” (Encíclica Mystici Corporis, Pio XII, número 82)

A procissão evoca com eloquência o caminho de Cristo solidário com a história dos homens. É o próprio Jesus que caminha conosco, sustentando a nossa esperança.

“Tão sublime Sacramento, adoremos neste altar
Pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar
Venha a Fé, por suplemento, os sentidos completar
Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador
Ao Espírito exaltemos, na Trindade Eterno Amor
Ao Deus Uno e Trino demos a alegria do louvor
Amém!”


Fonte: Aleteia

terça-feira, 24 de maio de 2016

O sacramento do matrimônio


O homem novo têm um novo horizonte de vida: a eternidade. Por isso, aquele sacramento primordial, que é o matrimônio, ganha um novo sentido, passando a expressar, no mundo presente, aquela comunhão definitiva que experimentaremos em Deus. Mas essa comunhão é como que as núpcias de Jesus com a Igreja (Ap 21). O amor conjugal agora olha para Jesus, de quem recebe as graças, mas também de quem recebe o exemplo do que é amar: dar-se totalmente. (Ef 5, 21-33).

Esta é a fecundidade do amor cristão. Não apenas um gerar filhos de pais humanos, mas um gerar filhos para Deus. O amor cristão que, pelo sacramento do matrimônio, recebe uma nova dimensão, está em Cristo e a sua fecundidade, ao mesmo tempo que continua a ser a plenitude da comunhão entre o pai e a mãe, é também a expressão da fecundidade do amor divino que nos prepara uma nova morada onde viveremos em plena comunhão com Ele.

É verdade que esta plenitude nos é prometida para começar a ser gozada já, mas também é certo que passa pela cruz. Não experimentamos a plenitude se não nos dermos totalmente. Esse dom de nós deverá ser radical, como foi em Jesus. Ele disse-nos para O seguirmos pegando na cruz. Se aceitamos a Sua verdade não podemos por limites ou tentarmos com ideias mundanas equilibrar a cruz para não ser um risco demasiado elevado. Nos nossos tempos isto ganha uma urgência especial. A ideia de que a ciência nos torna capazes de dominar tudo e, por isso, torna obsoleta a necessidade de pegar na cruz, está a iludir todos, mesmos os cristãos. É assim que o sexo passa a ser uma coisa que se usa e que a ciência se encarrega de controlar, e é assim que a união entre marido e mulher deixa de ser expressão de uma entrega total e confiante, responsável e não instintiva, para passar a ser vulnerável ao egoísmo e à concupiscência. Quando se recusam as graças de Deus e se prefere agir sem fazer caso à dependência original do homem, quando o homem se considera critério absoluto a partir de uma noção de razão que se arvora em medida de todas as coisas, quando se cede ao hedonismo que só busca o efêmero, a decadência é evidente e dessa maneira nunca haverá verdadeira e estável felicidade. Podemos, agora, evitar os filhos ou fazer filhos em laboratórios, mas, em causa, fica a experiência de uma comunhão fecunda que é a imagem e semelhança de Deus e que é o verdadeiro caminho para que a pessoa humana se realize plenamente.


O Papa Bento XVI disse, no início do seu ministério petrino, para não desconfiarmos de Jesus Cristo. Jesus não nos tira nada da vida mas da-lhe plenitude. A teologia do corpo é isso que nos vem ensinar. Há uma maneira de se viver plenamente como homens, há uma maneira de se ser família que corresponde à verdade humana. Não nos deixemos enganar pela aparente capacidade humana de dominar, porque essa deixará sempre de lado algo que os homens só têm quando se submetem ao Criador e procuram seguir o Seu plano.

Quer saber mais sobre a Teologia do Corpo? Participe de nosso retiro "Criados pelo Amor, redimidos para amar".

Data: 01 a 03 de Julho de 2016
Local: Casa de retiros Domus Mariae

Valor: R$ 130,00 no cartão de débito ou crédito
R$ 120,00 no dinheiro ou transferência bancária

Inscrições pelo link: 
http://goo.gl/forms/XzZWnBvjzp 

Informações: 9390-9700