sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sexta-feira da 4ª Semana do Tempo Comum

Santa Águeda – virgem e mártir
Cor Litúrgica: vermelha
«Luz para iluminar as nações, e para a glória do vosso povo, Israel» (2, 32): assim Simeão define o Messias do Senhor, no final do seu cântico de bênção. O tema da luz, que ressoa no primeiro e no segundo carme do Servo do Senhor, no Dêutero-Isaías (cf. Is 42, 6; 49, 6), está fortemente presente nesta liturgia. Com efeito, ela foi aberta por uma procissão sugestiva, em que participaram os Superiores e as Superioras-Gerais dos Institutos de vida consagrada aqui representados, que traziam os círios acesos. Este sinal, específico da tradição litúrgica desta Festa, é muito expressivo. Manifesta a beleza e o valor da vida consagrada como reflexo da luz de Cristo; um sinal que evoca a entrada de Maria no Templo: a Virgem Maria, a Consagrada por excelência, trazia no colo a própria Luz, o Verbo encarnado, que veio para dissipar as trevas do mundo com o amor de Deus.
Bento XVI

Antífona da entrada: Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

Oração do dia: Ó Deus, que santa Águeda, virgem e mártir, agradável ao vosso coração pelo mérito da castidade e pela força no martírio, implore vosso perdão em nosso favor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – Eclo 47, 2-13 (gr. 2-11)
Davi, de todo o coração, louvava o Senhor,  mostrando que amava a Deus, seu Criador.
Leitura do Livro do Eclesiástico
2Como a gordura, que se separa do sacrifício pacífico, assim também sobressai Davi, entre os israelitas. 3Brincou com leões como se fossem cabritos e com ursos, como se fossem cordeiros. 4Não foi ele que, ainda jovem, matou o gigante e retirou do seu povo a desonra? 5Ao levantar a mão com a pedra na funda, ele abateu o orgulho de Golias. 6Pois invocou o Senhor, o Altíssimo, e este deu força ao seu braço direito e ele acabou com um poderoso guerreiro e reergueu o poder do seu povo. 7Assim foi que o glorificaram por dez mil e o louvaram pelas bênçãos do Senhor, oferecendo-lhe uma coroa de glória. 8Pois esmagou os inimigos por toda a parte, e os aniquilou os Filisteus, seus adversários, abatendo até hoje o seu poder. 9Em todas as suas obras dava graças ao Santo Altíssimo, com palavras de louvor: 10de todo o coração louvava o Senhor, mostrando que amava a Deus, seu Criador. 11Diante do altar colocou cantores, que deviam acompanhar suavemente as melodias12Deu grande esplendor às festas e ordenou com perfeição as solenidades até o fim do ano: fez com que louvassem o santo Nome do Senhor, enchendo o santuário de harmonia desde a aurora. 13O Senhor lhe perdoou os seus pecados, e exaltou para sempre o seu poder; concedeu-lhe a aliança real e um trono glorioso em Israel.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 17, 31. 47.50. 5l (R. Cf. 47b)
R. Louvado seja Deus, meu Salvador!
31 São perfeitos os caminhos do Senhor, *
sua palavra é provada pelo fogo;
nosso Deus é um escudo poderoso *
para aqueles que a ele se confiam. R

47 Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! *
E louvado seja Deus, meu Salvador!
50 Por isso, entre as nações, vos louvarei, *
cantarei salmos, ó Senhor, ao vosso nome. R.

51 Concedeis ao vosso rei grandes vitórias +
e mostrais misericórdia ao vosso Ungido, *
a Davi e à sua casa para sempre. R.

Aclamação do Evangelho: Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)

Evangelho – Mc 6,14-29
É João Batista a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Naquele tempo: 14O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: 'João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem.' 15Outros diziam: 'É Elias.' Outros ainda diziam: 'É um profeta como um dos profetas.' 16Ouvindo isto, Herodes disse: 'Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!' 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: 'Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão.' 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: 'Pede-me o que quiseres e eu to darei.' 23E lhe jurou dizendo: 'Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino.' 24Ela saiu e perguntou à mãe: 'O que vou pedir?' A mãe respondeu: 'A cabeça de João Batista.' 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: 'Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista.' 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Ó Deus, ouvi as nossas preces ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Águeda, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Eis que vem o esposo; ide ao encontro de Cristo, o Senhor! (Mt 25,6)


Depois da comunhão: Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta eucaristia, fazei que, a exemplo de santa Águeda, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Que vive e reina para sempre.

Microcefalia: "Aborto é um desrespeito às pessoas que apresentam limitações", diz arcebispo


Na tarde desta quinta-feira, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atendeu aos jornalistas de veículos seculares e religiosos em coletiva de imprensa para falar sobre assuntos tratados na primeira reunião do ano do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), realizada nos dias 03 e 04 deste mês.

Acompanhado pelo arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente, dom Murilo Sebastião Krieger, e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner, dom Sergio da Rocha, arcebispo da Arquidiocese de Brasília e Presidente da CNBB, abriu o encontro discorrendo sobre a Campanha da Fraternidade 2017, que terá como tema “Fraternidade e biomas brasileiros e defesa da vida” e o seguinte lema: “Cultivar e guardar a criação”.

“A próxima Campanha tem como campo temático um campo semelhante ao desse ano, mas com uma temática especifica que é o bioma. Nós estivemos colaborando na elaboração do texto-base e a nossa proposta é debater os cuidados da criação, olhando para o bioma brasileiro e olhando a cultura dos povos que estão nesse bioma”, informou o bispo.

O arcebispo lembrou ainda que o lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, que trata sobre saneamento básico, será realizado durante celebração ecumênica na próxima quarta-feira, 10/02, às 20h, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana, localizada na 405/406.

Durante a coletiva, também foi apresentada a mensagem pelo Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado em 11 de fevereiro.  Em consonância com o Ano da Misericórdia, a presidência pede que, como obra da Misericórdia deste Ano Santo, todos se empenhem em dar atenção aos enfermos; indivíduos que, segundo eles, muitas vezes carregam o peso do preconceito e da discriminação, e pede esforço na criação e manutenção de políticas públicas de saúde para oferecer atendimento digno a quem precisa.

“O autêntico amor para com os enfermos exige que nos comprometamos com a construção de políticas públicas de saúde que atendam dignamente o ser humano em suas necessidades básicas. Diante disso, incentivamos nossas comunidades, pastorais, movimentos e associações a também lutarem pelos direitos dos mais necessitados, principalmente por causa da crise pela qual passa grande parte das instituições de saúde do país”.

Na ocasião, a CNBB também abordou sobre um assunto que tem gerado grande preocupação na comunidade mundial, que é o mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e do chicungunya.

Diante da situação de emergência, o arcebispo conclamou toda a Igreja no Brasil a se mobilizar no combate ao mosquito, com ações diversas que devem ser assumidas pelas lideranças paroquiais, de acordo com a necessidade local e, se possível, com parcerias com o poder público.

“O compromisso de cada cidadão é indispensável na tarefa de erradicar este mal que desafia nossas instituições. O princípio de tudo é a educação e a corresponsabilidade. Por isso, exortamos as lideranças de nossas comunidades eclesiais a organizarem ações e a se somarem às iniciativas que visem colocar fim a esta situação”, disse.

O arcebispo pede que nas celebrações, reuniões e encontros paroquiais e Arquidiocesanos sejam dadas orientações claras e objetivas que ajudem as pessoas a tomarem consciência da gravidade da situação e da melhor forma de combater as doenças e seu transmissor.

Quanto ao surto de crianças nascidas com microcefalia, provavelmente ligada à contaminação pelo Vírus Zika, e a pressão de grupos que se organizam para levar a questão ao Supremo Tribunal Federal, dom Sergio lamentou e afirmou que essa ação é um desrespeito ao dom da vida e, principalmente, às pessoas que apresentam limitação em sua condição física e intelectual.

“Dizer que uma criança que está sendo gestada com microcefalia não tem o direito a vida, é dizer não ter o direito a vida quem apresenta limitação de sua saúde física ou intelectual. Nós queremos respeitar e valorizar a vida em qualquer fase, em qualquer situação que ela esteja. Se uma pessoa tem uma limitação, por mais grave que seja, ela não perde a sua dignidade”, concluiu o arcebispo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Escola de Adoradores



Confira mais um testemunho da Escola de Adoradores!

Faça sua inscrição e participe do curso!

O curso começa no dia 17 de fevereiro e os encontros serão às quartas, das 20h00 às 22h00, em nossa sede (SMT Conjunto 12, Casa 03 - Taguatinga).

As inscrições são no valor de R$60,00 e podem ser feitas através do link https://goo.gl/mHxgFb ou em nossa sede.

Quinta-Feira da 4ª Semana do Tempo Comum

Cor Litúrgica: verde

Esta é também a perspectiva da Carta aos Hebreus, da qual foi proclamado um trecho na segunda Leitura, de maneira a fortalecer o tema do novo sacerdócio: um sacerdócio — inaugurado por Jesus — que é existencial: «Com efeito, precisamente porque suportou tribulações, Ele mesmo está em condições de vir em socorro de quantos se sentem atribulados» (Hb 2, 18). E assim encontramos também o tema do sofrimento, muito acentuado no trecho evangélico, onde Simeão pronuncia a sua profecia a respeito do Menino e da sua Mãe: «Eis que este Menino está destinado a ser causa de queda e de levantamento para muitos homens em Israel, e a ser sinal de contradição — E uma espada trespassará a tua alma [Maria]» (Lc 2, 34-35). A «salvação» que Jesus traz ao seu povo, e que encarna em si mesmo, passa pela Cruz, através da morte violenta que Ele vencerá e transformará com a oblação da vida por amor. Esta oblação já está totalmente prenunciada no ato da Apresentação no Templo, um gesto certamente motivado pelas tradições da antiga Aliança, mas intimamente animado pela plenitude da fé e do amor, que corresponde à plenitude dos tempos, à presença de Deus e do seu Espírito Santo em Jesus. Com efeito, o Espírito paira sobre toda a cena da Apresentação de Jesus no Templo, de modo particular sobre a figura de Simeão, mas também de Ana. É o Espírito «Paráclito», que traz a «consolação» de Israel e move os passos e o coração daqueles que a esperam. É o Espírito que sugere as palavras proféticas de Simeão e Ana, palavras de bênção, de louvor a Deus, de fé no seu Consagrado e de ação de graças, porque finalmente os nossos olhos podem ver e os nossos braços estreitar «a sua salvação» (cf. 2, 30).
Bento XVI

Antífona da entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47).

Oração do dia: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – 1Rs 2,1-4.10-12
Vou seguir o caminho de todos os mortais.
Sê corajoso, Salomão, e porta-te como um homem.
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
1Aproximando-se o fim da sua vida, Davi deu estas instruções a seu filho Salomão: 2'Vou seguir o caminho de todos os mortais. Sê corajoso e porta-te como um homem. 3Observa os preceitos do Senhor, teu Deus, andando em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos, como estão escritos na lei de Moisés. E assim serás bem sucedido em tudo o que fizeres e em todos os teus projetos. 4Então o Senhor cumprirá a promessa que me fez, dizendo: 'Se teus filhos conservarem uma boa conduta, caminhando com lealdade diante de mim, com todo o seu coração e com toda a sua alma, jamais te faltará um sucessor no trono de Israel` '. 10E Davi adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi. 11O tempo que Davi reinou em Israel foi de quarenta anos: sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém. 12Salomão sucedeu no trono a seu pai Davi e seu reino ficou solidamente estabelecido.
— Palavra do Senhor.

Salmo – 1Cr 29,10. 11ab. 11d-12a. 12bcd (R. 12b)
R. Dominais todos os povos, ó Senhor.

10 Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, +
Senhor Deus de Israel, o nosso pai. *
desde sempre e por toda a eternidade! R.

11a A Vós pertencem a grandeza e o poder +
11btoda a glória, esplendor e majestade, *R.

11d A vós, Senhor, também pertence a realeza, +
pois sobre a terra, como rei, vos elevais! *
12a Toda glória e riqueza vêm de vós! R.

12b Sois o Senhor e dominais o universo, +
12c em vossa mão se encontra a força e o poder, *
12d em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce! R.

Aclamação do Evangelho: Aleluia, aleluia, aleluia.
Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando!

Evangelho – Mc 6,7-13
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Naquele tempo: 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: 'Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!' 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s)

Depois da comunhão: Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senh

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Quarta-feira da 4ª Semana do Tempo Comum

Cor Litúrgica: verde


Esta narração do evangelista encontra correspondência na palavra do profeta Malaquias, que ouvimos no início da primeira Leitura: «Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu Templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem… Ele purificará os filhos de Levi… eles apresentarão ao Senhor as ofertas segundo a justiça» (3, 1.3). Claramente, aqui não se fala de um menino, e todavia esta palavra encontra cumprimento em Jesus porque «imediatamente», graças à fé dos seus pais, Ele foi levado ao Templo; e no gesto da sua «apresentação», ou da sua «oferta» pessoal a Deus Pai, transparece de maneira clara o tema do sacrifício e do sacerdócio, como no trecho do profeta. O Menino Jesus, que é imediatamente apresentado no Templo, é o mesmo que, quando se tornar adulto, purificará o Templo (cf. Jo 2, 13-22; Mc 11, 15,19 e par.) e, principalmente, fará de Si mesmo o holocausto e o sumo sacerdote da nova Aliança.
Bento XVI

Antífona da entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47).

Oração do dia: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – 2Sm 24,2.9-17
Fui eu que pequei, fazendo o recenseamento do povo;
mas estes, que são como ovelhas, que fizeram?  
Leitura do Segundo Livro de Samuel
Naqueles dias: 2Disse, o rei Davi a Joab e aos chefes do seu exército que estavam com ele: 'Percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabéia, e faze o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número. 9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens. 10Mas, depois que o povo foi recenseado, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: 'Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo, porque procedi como um grande insensato'. 11Pela manhã, quando Davi se levantou, a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes termos: 12'Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas: escolhe aquela que queres que eu te envie'. 13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: 'Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país? Reflete, pois e vê o que devo responder a quem me enviou'. 14Davi respondeu a Gad: 'Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!' 15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até ao dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabéia. 16Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: 'Basta! Retira agora a tua mão!' O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu. 17Quando Davi viu o anjo que afligia o povo, disse ao Senhor: 'Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família! '
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 31, 1-2. 5. 6. 7 (R. Cf. 5c)
R. Perdoai-me, Senhor, meu pecado!

1 Feliz o homem que foi perdoado *
e cuja falta já foi encoberta!
2 Feliz o homem a quem o Senhor +
não olha mais como sendo culpado, *
e em cuja alma não há falsidade! R.

5 Eu confessei, afinal, meu pecado, *
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: 'Eu irei confessar meu pecado!' *
E perdoastes, Senhor, minha falta. R.

6 Todo fiel pode, assim, invocar-vos, *
durante o tempo da angústia e aflição,
porque, ainda que irrompam as águas, *
não poderão atingi-lo jamais. R.

7 Sois para mim proteção e refúgio; *
na minha angústia me haveis de salvar,
e envolvereis a minha alma no gozo *
da salvação que me vem só de vós. R.

Aclamação do Evangelho: Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço e elas me seguem.

Evangelho – Mc 6,1-6
Um profeta só não é estimado em sua pátria.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: 'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s)

Depois da comunhão: Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

2ª-feira da 4ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde

1ª Leitura - 2Sm 15,13-14.30;16,5-13a
Fujamos de Absalão! Deixai Semei amaldiçoar, conforme a permissão do Senhor.
Leitura do Segundo Livro de Samuel 15,13-14.30;16,5-13a
Naqueles dias: 13 Um mensageiro veio dizer a Davi: 'As simpatias de todo o Israel estão com Absalão'. 14 Davi disse aos servos que estavam com ele em Jerusalém: 'Depressa, fujamos, porque, de outro modo, não podemos escapar de Absalão! Apressai-vos em partir, para que não aconteça que ele, chegando, nos apanhe, traga sobre nós a ruína, e passe a cidade ao fio da espada'. 30 Davi caminhava chorando, enquanto subia o monte das Oliveiras, com a cabeça coberta e os pés descalços. E todo o povo que o acompanhava, subia também chorando, com a cabeça coberta. 16,5 Quando o rei chegou a Baurim, saiu de lá um homem da parentela de Saul, chamado Semei, filho de Gera, que ia proferindo maldições enquanto andava. 6 Atirava pedras contra Davi e contra todos os servos do rei, embora toda a tropa e todos os homens de elite seguissem agrupados à direita e à esquerda do rei Davi. 7 Semei amaldiçoava-o, dizendo: 'Vai-te embora! Vai-te embora, homem sanguinário e criminoso! 8 O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste, e entregou o trono a teu filho Absalão. Tu estás entregue à tua própria maldade, porque és um homem sanguinário'. 9 Então Abisai, filho de Sarvia, disse ao rei: 'Por que há de este cão morto continuar amaldiçoando o senhor, meu rei? Deixa-me passar para lhe cortar a cabeça'. 10 Mas o rei respondeu: 'Não te intrometas, filho de Sarvia! Se ele amaldiçoa e se o Senhor o mandou maldizer a Davi, quem poderia dizer-lhe: 'Por que fazes isto?'. 11 E Davi disse a Abisai e a todos os seus servos: 'Vede: Se meu filho, que saiu das minhas entranhas, atenta contra a minha vida, com mais razão esse filho de Benjamim. Deixai-o amaldiçoar, conforme a permissão do Senhor. 12 Talvez o Senhor leve em conta a minha miséria, restituindo-me a ventura em lugar da maldição de hoje'. 13a E Davi e seus homens seguiram adiante.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 3,2-3. 4-5. 6-7 (R. 7b)
R. Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!
2 Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam; *
quanta gente se levanta contra mim!
3 Muitos dizem, comentando a meu respeito: *
'Ele não acha a salvação junto de Deus!' R.

4 Mas sois vós o meu escudo protetor, *
a minha glória que levanta minha cabeça!
5 Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor, *
do Monte santo ele me ouviu e respondeu. R.

6 Eu me deito e adormeço bem tranquilo; *
acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento.
7 Não terei medo de milhares que me cerquem *
e furiosos se levantem contra mim. R

Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!

Evangelho - Mc 5,1-20
Espírito impuro, sai desse homem!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 5,1-20
Naquele tempo:1 Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. 2 Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi ao seu encontro. 3 Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. 4 Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. 5 Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6 Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele 7 e gritou bem alto: 'Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes! '8 Com efeito, Jesus lhe dizia: 'Espírito impuro, sai desse homem!' 9 Então Jesus perguntou: 'Qual é o teu nome?' O homem respondeu: 'Meu nome é 'Legião', porque somos muitos.' 10 E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região. 11 Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. 12 O espírito impuro suplicou, então: 'Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.' 13 Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada -mais ou menos uns dois mil porcos - atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. 14 Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. 15 Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído pela Legião. E ficaram com medo. 16 Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos. 17 Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. 18 Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. 19 Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: 'Vai para casa, para junto dos teu se anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti.' 20 Então o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.
Palavra da Salvação.


sábado, 30 de janeiro de 2016

Sábado da 3ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde

1ª Leitura - 2Sm 12,1-7a.10-17
'Pequei contra o Senhor'. 
Leitura do Segundo Livro de Samuel
Naqueles dias: 1 O Senhor mandou o profeta Natã a Davi. Ele foi ter com o rei e lhe disse-lhe: 'Numa cidade havia dois homens, um rico e outro pobre. 2 O rico possuía ovelhas e bois em grande número. 3 O pobre só possuía uma ovelha pequenina, que tinha comprado e criado. Ela crescera em sua casa junto com seus filhos, comendo do seu pão, bebendo do mesmo copo, dormindo no seu regaço. Era para ele como uma filha. 4 Veio um hóspede à casa do homem rico, e este não quis tomar uma das suas ovelhas ou um dos seus bois para preparar um banquete e dar de comer ao hóspede que chegara. Mas foi, apoderou - se da ovelhinha do pobre e preparou-a para o visitante'. 5 Davi ficou indignado contra esse homem e disse a Natã: 'Pela vida do Senhor, o homem que fez isso merece a morte! 6 Pagará quatro vezes o valor da ovelha, por ter feito o que fez e não ter tido compaixão'. 7a Natã disse a Davi: 'Esse homem és tu! Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 10 Por isso, a espada jamais se afastará de tua casa, porque me desprezaste e tomaste a mulher do hitita Urias para fazer dela a tua esposa. 11 Assim diz o Senhor:  Da tua própria casa farei surgir o mal contra ti e tomarei as tuas mulheres, sob os teus olhos, e as darei a um outro, e ele se aproximará das tuas mulheres à luz deste sol. 12 Tu fizeste tudo às escondidas. Eu, porém, farei o que digo diante de todo o Israel e à luz do sol'. 13 Davi disse a Natã; 'Pequei contra o Senhor'. Natã respondeu-lhe: 'De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado. de modo que não morrerás! 14 Entretanto, por teres ultrajado o Senhor com teu procedimento o filho que te nasceu morrerá'. 15 E Natã voltou para a sua casa. O Senhor feriu o filho  que a mulher de Urias tinha dado a Davi e ele adoeceu gravemente. 16 Davi implorou a Deus pelo menino  e fez um grande jejum. E, voltando para casa, passou a noite deitado no chão. 17 Os anciãos do palácio insistiam com ele para que se levantasse do chão; mas ele não o quis fazer nem tomar com eles alimento algum. 
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 50, 12-13. 14-15. 16-17 (R. 12a)
R. Criai em mim um coração que seja puro!
12 Criai em mim um coração que seja puro, *
dai-me de novo um espírito decidido.
13 ó Senhor, não me afasteis de vossa face, *
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! R.

14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo *
e confirmai-me com espírito generoso!
15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, *
e para vós se voltarão os transviados. R.

16 Da morte como pena, libertai-me, *
e minha língua exaltará vossa justiça!
17 Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, *
e minha boca anunciará vosso louvor! R.
Evangelho - Mc 4,35-41
Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: 'Vamos para a outra margem!' 36 Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37 Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38 Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: 'Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?' 39 Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: 'Silêncio! Cala-te!' O ventou cessou e houve uma grande calmaria. 40 Então Jesus perguntou aos discípulos: 'Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?' 41 Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: 'Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?'
Palavra da Salvação.